Poderia acabar esta postagem somente com esta frase, mas não seria suficiente para comentar sobre esta novela.
No entanto esse final foi realmente épico, não somente pelo primeiro beijo gay (masculino) na grande TV Globo, mas por toda a história que foi intensa e dramática em torno de um assunto que nos dias atuais esquecemos desse sentimento, o amor.
Piegas? Acho que não, pois faz muito tempo que uma novela tratava desse sentimento que trouxe como inspiração casos cotidianos da vida real. E acredito que o sucesso veio daí.
Muitos reclamaram dizendo que a novela não se aprofundou em assuntos importantes que ela tratou como AIDS, lúpus, homossexualidade, adoção de casai homossexuais, câncer, preconceito contra gordos, barriga solidária, judeusvspalestinos, sadamasoquismo, perigo de métodos arcaicos de psiquiatria, e, por aí vai.
Para isso eu tenho uma explicação e/ou teoria muitos simples. Se o autor, os diretores da globo se aprofundassem em cada assunto desse, isso não se chamaria novela, dramaturgia. Seria um documentário. Lembrem-se que nem Glória Perez consegue dar toda a atenção para os assuntos sociais que aborda em suas novelas.
Nessa novela é como disse acima, o maior assunto era o amor e tudo o que nele se relaciona no dia-a-dia de todo mundo.
Afinal foi bonito ver a personagem Inaia (Raquel Villar) encontrar um novo amor. Ok o desfecho foi muito rápido, sendo que o importante foi mostrar que, sim, um portador de HIV pode viver normalmente com os que não tem.
Comentando mais sobre o fim, destaco 4 cenas:
• Cena final de César e Félix, acompanhada por uma trilha super emocionante (ouça aqui) não teve quem não chorou nesse momento. Pelo menos uma lágrima no canto do olho esquerdo rolou;
• Beijo gay, revolucionário e transgressor;
• Aline eletrocutada, achei animal, muito real e instigaste;
• Edith e mordomo, curti muito a plástica que a cena teve.
Enfim amor à vida, acabou na telinha, mas espero que perdure na vida de todos.
Fim.

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